expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>

domingo, 13 de agosto de 2017

Ser Pai - Homenagem Dia dos Pais

Ser pai é, sem dúvida alguma, a maior realização que um ser humano pode ter.


Ser pai é ficar extasiado com a notícia.
É acompanhar o pré-Natal sem saber muito bem como ajudar e ficar emocionado ao ouvir o coração do bebê.
É sentir, mesmo que psicologicamente, os sintomas da gravidez.
É realizar os desejos da mamãe.
Ser pai é esperar, ao lado da sala de cirurgia, pela enfermeira que vem lhe chamar para assistir ao parto e, mesmo com o coração a mil e a emoção tomando conta, olhar para a mamãe e reconforta-lá. 
É tentar explicar o quão lindo o filho que esperaram por tanto tempo pode ser.


Ser pai é incrível... 
É acordar no meio da noite mesmo sem saber ou ter o que fazer e estar ali ao lado da mamãe, nem que seja pelo apoio moral.


Ser pai é descobrir novas posições para o filho que o ajude à dormir.



É cantarolar e dançar pelo quarto de madrugada para fazer o pequeno dormir.



Ser pai é acordar sendo pulado, puxado, babado, mordido e arranhado e amar esses momentos.



Ser pai é ter um companheiro para a vida toda.



É olhar as próprias características, seja um sorriso, um gesto ou até personalidade, replicada em uma pessoinha tão frágil que o seu único instinto é o de proteger.



Ser pai é diariamente tentar se superar como pessoa, percebendo que eternamente você será um modelo para os seus filhos e dar bons exemplos.

Ser pai é poder enxergar aquele sorriso ou olhar e entender o que se passa e o que se deve fazer.
Ser pai é viver, conviver, errar e aprender. Ser pai é estar presente.
Ser pai é ter certeza que Pai pra sempre irá querer ser.
Feliz dia dos pais, em especial ao meu marido, Murilo, pai dos meus pequenos príncipes! 💓

O bebê que acordou a noite

Querida mamãe,


Esta noite acordei estranhando o silêncio. Não havia barulho algum e pensei que o mundo tinha até acabado e você esquecido de mim. Coloquei a boca no trombone e você apareceu. Ainda bem. Fiquei tão feliz no calor do seu peito que acabei pegando no sono antes de mamar tudo o que precisava. Quando percebi que você ia me colocar no berço, chorei de novo. Mas não tente negar, você estava com pressa para ir dormir outra vez.

Você me deu de mamar novamente, assim, meio apressadinha e depois resolveu trocar a minha fralda. Estava tudo calmo, um silêncio, nós dois juntinhos, tão legal que eu perdi o sono. Você até que foi compreensiva, mas começou a bocejar um pouco e resolveu me fazer dormir. Eu não queria dormir. Talvez precisasse de mais dez minutos ou meia hora, mas você estava mesmo decidida a dormir. Foi ficando bem nervosa e até chamou o papai. Eu não queria o papai e todos fomos ficando muito irritados.

No final das contas, acordei a casa inteira cinco vezes. Pela manhã, nossa família estava com cara de quem saiu do baile. Acho que estraguei tudo. Imagina, você que chegou a dizer para o papai que eu estou com problema de sono. Eu não! Você é que vem me dar de mamar com pressa e daí eu sinto que você não quer ficar mais comigo.

Os adultos têm hora certa para tudo, mas eu ainda não entendi essas coisas de relógio e tarefas estafantes que vocês precisam fazer. Quando meu corpo está com o seu, quero ficar do seu lado sem me separar nunquinha. Do alto dos meus 3 meses, ainda não descobri direito que você é uma pessoa e eu sou outra. Um dia eu vou sair por aí, vou telefonar e posso deixá-la doida para saber o que anda fazendo e, então, você vai entender como me sinto agora. Mas não precisamos dessa guerra, mamãe.

Até lá, já podemos nos entender, inclusive através das palavras. Sinto a angústia da separação, pois acabei de passar por essa experiência. Você também, mas vive tudo isso como uma adulta consciente. Eu ainda estou vivendo no inconsciente. Eu não sei andam tudo é tão novo pra mim aqui fora. Mas eu tenho absoluta certeza de que vou aprender tudinho o que você me ensinar através dos seus sentimentos em relação a mim.

Mamãe, você quer um conselho de bebê? Quando eu chorar à noite, não salte logo para o meu quarto desesperada, como se o mundo fosse acabar.

Espere um pouco, respire profundamente, ouça o meu choro até que ele atinja o seu coração. Sinta seu tempo, realmente acorde e venha me pegar. Me abrace devagar, não acenda a luz, fale bem baixinho e me dê o seu peito para eu mamar. Depois que eu arrotar, mais um pouco só de paciência, pois, nós bebês, somos sensíveis aos sentimentos dos adultos. Se eu sentir que você está com pressa, sou capaz de armar o maior barraco, mas se você esperar até o meu segundo suspiro, quando meus olhos ficam bem fechados, minhas mãos e pernas bem molenguinhas, aí sim você pode me colocar no berço que eu não acordo antes de sentir fome outra vez. À medida que você desenvolver sua paciência, mamãe, eu estarei desenvolvendo minha tranquilidade e nós não teremos mais noites desagradáveis. Apenas noites de mamãe e bebê, que um dia passam, como tudo na vida.

Sempre seu, gu-gu dá-dá!

Por Cláudia Rodrigues jornalista e terapeuta somática


domingo, 6 de agosto de 2017

ONU governo da Suécia convidam pais brasileiros para campanha de fotos sobre paternidade

A exposição “Pais Suecos” do talentoso fotógrafo Johan Bävman inspirou a campanha da ONU - "ElesPorElas" -  e a Embaixada da Suécia no Brasil. As organizações convidam pais brasileiros a compartilhar fotografias que retratem a relação deles com seus filhos. O projeto é chamado de “Pais Brasileiros”, e tem como propósito estimular o debate sobre a paternidade em terras brasileiras, discutindo sobre a divisão de tarefas e responsabilidade entre homens e mulheres pela criação das crianças. 
Os pais interessados podem enviar suas fotos até o dia 31 de agosto.  Crianças que aparecerem nas fotografias deverão ter até 12 anos de idade
Serão selecionadas dez fotos ao todo. As imagens escolhidas vão ser impressas em um livreto que será distribuído na montagem da exposição “Pais Suecos” em diferentes cidades brasileiras. Registros também serão exibidos em eventos e vão fazer parte de materiais de divulgação e comunicação da ONU e da Embaixada. O Instituto Sueco também terá os direitos das fotos e textos da campanha “Pais Brasileiros” para usar em sites e em materiais de impressão.
A imagem enviada deve mostrar o pai em uma situação da vida real que contesta os estereótipos tradicionais, buscando à igualdade de gênero. Além disso, a fotografia deve mostrar uma relação de amor entre o pai e seu(s) filho(s), transmitindo a importância da participação do pai na criação da criança.
Veja as instruções:
Como participar
  • Explicar com 150 palavras o que significa ser pai para você e a relação entre você e seu (sua) filho (a)(s);
  • Enviar o texto junto com sua foto em alta resolução para o e-mail ambassaden.brasilia@gov.se. Escrever “Pais Brasileiros” como assunto no seu e-mail;
  • A última data para enviar sua contribuição é 31 de agosto de 2017. Contribuições depois dessa data não serão consideradas;
  • No corpo do e-mail, escrever:
    Nome completo:
    E-mail:
    Celular/ telefone:
    Endereço:
    Cidade:
    Estado:
  • Publicar sua foto no Facebook e/ou Instagram usando a hashtag #PaisBrasileiros e marcar as páginas da Embaixada da Suécia (@SwedeninBrazil) e da iniciativa ElesPorElas (@ElesPorElasHeforShe) no seu post.
Critérios
  • O participante deve ser cidadão brasileiro morando no Brasil;
  • O(a) filho(a) com o pai na foto deverá ser uma criança de até 12 anos de idade;
  • O participante tem de possuir os direitos autorais do texto e das imagens enviadas. A Embaixada da Suécia e a ONU Mulheres não se responsabilizam por qualquer violação dos direitos autorais das contribuições. Se houver alguma irregularidade com os direitos autorais do participante e das personagens da foto, a Embaixada da Suécia e a ONU Mulheres reservam-se o direito de desclassificar o participante;
  • Cada participante pode enviar, no máximo, três fotos (mínimo 5000 pixels de largura ou horizontal) para que somente uma seja selecionada. Se o participante decidir enviar mais de uma foto, tem de ser o mesmo sujeito em todas elas.
Seleção
O júri, composto por representantes da Embaixada da Suécia em Brasília e pelo Instituto Sueco em Estocolmo, selecionará dez imagens a partir das contribuições recebidas, de acordo com os seguintes critérios:
  • A imagem mostra o pai em uma situação na vida real que contesta os estereótipos tradicionais de gênero, visando à igualdade de gênero;
  • A imagem mostra uma relação de amor entre pai e filho(a)(s), transmitindo a importância da participação do pai na criação dele(a)(s).
Membros do Comitê Organizador, do júri ou da Embaixada da Suécia não poderão participar da campanha.

Acolha o choro do seu bebê

                                            Abrace o bebê chorão...


Maria Clara está com nove meses. Agora ela esteve aqui fora quase o mesmo tempo que ficou na minha barriga, quando nasceu às 41 semanas de gestação. E, apesar de ter ouvido que só haveria mais desafios à medida que ela crescesse, para mim ficou mais fácil.

Houve muitas coisas para as quais me alertaram antes de ela nascer, muitos palpites não solicitados que recebi a respeito de amamentação, sono, rotina, cuidados, entre outros, mas ninguém – nem mesmo minha mãe, que tem sido meu exemplo e minha fonte de informações – ninguém me avisou sobre como os primeiros meses são difíceis.

Aparentemente, é um pacto entre as mães: não se comenta muito sobre o choro, sobre as chamadas cólicas (que na maioria das vezes pouco têm a ver com cólicas propriamente ditas), sobre os momentos de olhar para o bebê e entrar numa espiral de pânico e desespero a respeito do que fazer. Talvez para não assustar as novas mães. Talvez porque, sabiamente, o mesmo mecanismo de amnésia infantil opere sobre os novos pais e mães: ninguém se lembra muito bem. As dificuldades são rapidamente recompensadas, cada momento de tensão logo desaparece para dar lugar ao infinito e repetido assombro de se ter gerado, gestado e dado à luz a uma nova pessoa, completa, inteira, tão separada e diferente de mim, tão dependente e idêntica ao mesmo tempo.

Mas ainda lembro. Ainda me lembro do quanto me senti confusa, do quanto o puerpério foi difícil, delicado, do quanto eu questionei estar à altura do desafio de cuidar de minha filha. De como o choro inconsolável me assustava, me paralisava, me fazia buscar soluções.

É que eu achava que o choro era ruim. Eu achava que o choro tinha que parar. E acho que é isso que aprendi: não precisa. Existem, sim, motivos para o choro: desconforto de temperatura, fome, fralda, refluxo, doença, sono. Mas existe o choro que não cessa após checar tudo o que pode estar errado. E esse choro, que pode durar horas até, esse choro não é errado. E se hoje eu pudesse rever esses dias de maternagem, talvez me preocupasse menor em silenciar o choro de minha filha e mais em acolher suas lágrimas. Talvez eu me focasse menos em ficar dizendo shhhh, balançando Clarinha de um lado pro outro do quarto, tentando todas as táticas de O bebê mais feliz do pedaço, de Harvey Karp, me sentindo incapaz de consolá-la, e decidisse aceitar o seu choro, sua voz, como eu procuro aceitar a de qualquer amigo que me procura em prantos. Entender que não se pode resolver a dor do outro, mas sempre se pode acolhê-la. E entender também que o choro às vezes não é dor, mas adaptação a esse mundo de sons, cheiros, luzes e pessoas, a que o bebê não está acostumado. Entender que, quando não se fala, não se balbucia e não se gesticula, só existe o choro como comunicação.

E quantas vezes as minhas tentativas de cessar o choro me impediram a verdadeira conexão com a minha filha? O quanto o simples ato de abraçá-la e permitir que ela chorasse o que precisava, sabendo que eu estava ali com ela, presente, integralmente presente, sem procurar distraí-la, teria sido tão ou mais eficiente do que tentar táticas, truques e feitiços para ela parar de chorar?

O quanto aquele choro não era um pedido por mais presença com intenção e coração, uma necessidade de dar um basta nas incômodas visitas pós-parto, um desejo de proximidade e o luto pela separação de não estar mais dentro de mim, segura e protegida? E o quanto aquele choro não era o meu próprio choro, o meu próprio luto, por ter de deixar para trás a pessoa que eu fora – pois a “antiga vida” não está esperando na esquina, pronta para ser retomada – para me metamorfosear na mãe de Maria Clara, muito mais que um papel, muito mais que uma função, mas uma nova forma de estar e ser no mundo. Com ela. Sempre.

Choro é emoção. Não quero ensinar a ela que o choro é errado. Que as emoções são erradas, que sentir é inadequado. O choro é normal. Eu sei disso, pois sou chorona. E sei o quanto é ruim ter meu choro invalidado, e sei o quanto é precioso ter por perto alguém que esteja calmo, presente e disponível para me ouvir. Nesses primeiros três, quatro meses de vida do bebê, se eu pudesse mudar alguma coisa, seria minha postura frente ao choro: depois de verificar possíveis desconfortos e dores, depois de excluir qualquer motivo que de fato pudesse ser solucionado, eu procuraria aceitar as lágrimas e abraçá-la. Confiando que, se houvesse algo de sério e realmente errado, eu saberia. E então simplesmente abraçar o bebê chorão. Permitir esse desabafo, esse extravasamento. Sem achar que eu estava fazendo algo de errado. Sem procurar culpados. Apenas abraçá-la. Estar inteira para ela, com ela."

Relato por Gabriela Ruggiero Nor para o blog "café mãe"

sábado, 5 de agosto de 2017

Amamentação e o uso da chupeta

Para adormecer, o bebê precisa estar relaxado, sentindo-se seguro e acolhido.
O ato de sugar proporciona grande parte das sensações agradáveis e a tranquilidade que o bebê precisa para atingir tal relaxamento e conseguir adormecer e para continuar dormindo.


Se o bebê ou criança usa chupeta, esta serve para saciar a necessidade de sucção para adormecer...
A chupeta também é usada para acalmar o bebê ou a criança em situações de nervosismo, irritação, quando se machuca ou se assusta por qualquer motivo. Percebam que é um gesto inconsciente este de oferecer a chupeta para o bebê que chora, que se machucou ou que está sonolento... Não vejo ninguém criticando um bebê, que usa chupeta, por precisar usar sua chupeta para dormir. Nunca vi ninguém dizendo que um bebê, que usa chupeta, não pode usar sua chupeta para fazer sua soneca. É o contrário, geralmente justificam dizendo que a chupeta é "só para dormir". 

Mas vai um bebê precisar do peito da sua mãe para conseguir adormecer... 
Me contem, quantas vezes ouviram críticas a respeito de bebês que precisam do peito para dormir? Ninguém diz que um bebê não pode recorrer a chupeta para dormir, mas dizem que um bebê não pode recorrer ao peito para dormir. E então, em uma grande inversão de conceitos e valores, dizem que o bebê faz "o peito de chupeta". Como se o peito tivesse a função limitada de apenas alimentar, as pessoas desconsideram o papel que o peito tem para transmitir segurança, tranquilidade, aconchego e para relaxar e acalmar os bebês. 
Não. Nenhum bebê faz o "peito de chupeta".

A chupeta é que é introduzida para: conter, acalmar, relaxar, tranquilizar, auxiliar no processo de adormecer, etc. Se a chupeta foi introduzida, por qualquer razão, e serve como "suporte" em todos esses casos, as pessoas só precisam saber que o peito essencialmente também serve para tudo isso. Se a chupeta é socialmente aceita, com tanta passividade e displicência, para ser usada em todos esses casos, então é preciso aceitar que o peito da mãe pode, e deve, ser oferecido sempre que o bebê precisar ser acalmado, acolhido, adormecido. O papel da amamentação vai para além de saciar a fome física. A amamentação também é aporte psíquico, também sacia a fome emocional. 
Este texto não é para falar sobre os males e os riscos de oferecer a chupeta, que devem ser levados em conta individualmente por cada família. 

Este texto não é para que ninguém precise justificar ou explicar o uso da chupeta. Este texto é para que as mães que NÃO usam a chupeta, possam se sentir a vontade para continuar recorrendo ao peito, caso vejam utilidade e necessidade. 
Este texto é apenas para dizer que é errado criticar uma mãe por permitir que seu bebê adormeça mamando.É errado criticar uma mãe por permitir que seu bebê se recupere de uma queda mamando. É errado criticar uma mãe por permitir que seu bebê se acalme mamando. 


  • A chupeta é colocada na boca dos bebês e crianças em todas as situações citadas (e muitas outras) sem que ninguém se exaspere, afinal, é para isso que a chupeta serve. 
  • O peito, antes da invenção da chupeta (sim, a chupeta foi inventada depois do peito), sempre serviu para saciar todas as necessidades físicas e emocionais de um bebê.


Antes de criticar a maneira como uma mãe conduz a amamentação do bebê DELA, reveja seus preconceitos, reflita sobre a sua própria ignorância a respeito da amamentação. Antes de criticar a maneira como uma mãe conduz a amamentação, respire fundo 10 vezes, e não diga nada sem se informar melhor sobre o assunto, e reveja se não são os seus conceitos que precisam mudar, expandir, melhorar... 

O texto é para dizer que:


  •  Bebês possuem necessidades não nutritivas de sucção.
  •  Não é errado bebê recorrer ao peito para dormir.
  •  Não é errado bebê recorrer ao peito para se acalmar.
  •  Não é errado a mãe acolher, acalmar e adormecer seu bebê no peito, se ela puder e quiser.
  •  É muito errado criticar uma mãe por causa da maneira que ela escolheu manejar a amamentação.
  •  Sempre dá tempo de refletir e mudar preconceitos.
  •  A mãe pode amamentar e oferecer a chupeta também, gente, sem drama. A escolha é dela e do bebê.

A crise do primeiro trimestre do bebê

Seu filho enfrenta problemas para dormir, se alimenta mal e anda agitado? Pode ser que ele esteja atravessando a crise do primeiro trimestre.


Durante o primeiro trimestre nossos pequenos passam pelo período simbiótico, a chegada dos 3 meses dos nossos pequenos é um momento tão especial e marcante que alguns autores falam que ocorrem dois nascimentos: O nascimento biológico é o dia do parto e o nascimento do psicológico, que acontece quando o bebê completa 3 meses. Esse primeiro trimestre de vida é o que chamamos de período simbiótico. 
“Para a criança, mãe e filho significam uma única palavra ‘mãefilho’. É assim que ela entende: como se fossem uma única pessoa”, diz, brincando, Leonardo Posternak, pediatra de São Paulo.

A partir dos 3 meses, o bebê passa a olhar no olho da mãe, começa a se divertir, imita alguns gestos, descobriu sua mãozinha, já sorri, da algumas gargalhadas, fica conversador. Ele começa a sentir que a mãe não é só um bico de peito e, durante esse período, começa a construir a imagem do outro.


“É nesse período que a criança percebe que não está enroscado no tronco da árvore – que é a mãe. Ele está perto da árvore. Entende que precisa chamá-la para ter o que necessita – leite, colo ou fraldas limpas. Nessa hora, bate a ansiedade. É como se ela pensasse: ‘E agora? E se eu chamar e ninguém escutar? E se esse outro vai embora, o que eu faço?’ É aí que começa a crise”, explica o especialista.“As mães sempre chegam ao consultório achando que a razão do desconforto tem algum aspecto orgânico: cólica, falta de leite, dente nascendo. Então explico que se trata de uma crise, um momento excelente para o crescimento”, ensina Posternak.
Se seu bebê começou a não querer mais mamar como antes, não dormir direito, ficar muito agitado, parecer que não está confortável ou contente com tudo que você fazer, ele pode estar passando por uma crise, mas aconselhamos você a se orientar com o pediatra da criança pois ele saberá dizer se o seu bebê esta com algum problema de saúde ou realmente esta passando por uma crise.

Mas calma, você precisa manter a calma, entenda que é algo que acontece, algo que o seu bebê precisa que você esteja bem para passar por isso com ele. Essa crise dura em média 15 dias e se você já confirmou com seu pediatra que o pequeno ou pequena está passando por uma crise ele vai te orientar sobre os cuidados. Pelas pesquisas realizadas por nossa equipe vimos que na maioria dos casos o uso de medicamentos não é aconselhável e necessária.
Durante a crise é essencial que os pais fiquem calmos e entendam que esse período vai passar.

“Conhecendo os sintomas, os pais precisam dominar a ansiedade para que a criança não tenha que atravessar esse momento complicado num ambiente angustiante. Lembre-se de que o seu bebê precisa passar por essa crise para poder crescer”, explica o pediatra.

O melhor conselho sobre o seu sono e o sono do bebê que você vai receber

Grace Koelma escreveu um ótimo texto sobre o melhor conselho sobre sono do bebê que já recebeu. Confira o texto dela:



'Dormir. Dormir é uma palavra inocente e sobre a qual eu não pensava muito, até que me tornei mãe. Durante a gravidez eu recebi algumas orientações sobre o sono do bebê e algumas pessoas me alertaram que seria difícil. Porém, eu só entendi de verdade quando me tornei mãe.
Todos os livros, sites respeitados de maternidade e pediatras diziam que os recém-nascidos precisavam dormir cerca de 18 horas no período de 24 horas. Meu filho dormia 12 horas. Mesmo dando diversas oportunidades para meu filho dormir, embalando, cantando e muito mais, meu filho simplesmente parecia não querer dormir.
Para tentar resolver este problema, eu gravava cada soneca, cada mamada e troca de fraldas em um aplicativo. O aplicativo produzia gráficos mostrando o quanto de sono meu filho estava tendo. Por meses eu fiquei obcecada por esses gráficos, olhando para eles e esperando que surgisse uma resposta.
Então, tudo piorou. Meu bebê parou de dormir durante o dia. Não importava o que eu fizesse ou por quanto tempo eu fizesse, ele simplesmente não dormia. Isso acontecia vários dias da semana e nestes dias eu me sentia um fracasso.
O sono do meu filho (no caso, a falta dele) estava me causando tanta angustia e ansiedade que chegou ao ponto da minha autoestima estar ligada ao sono dele. Se ele dormia duas horas durante o dia, eu me considerava uma ótima mãe, se não dormia, eu me considerava uma péssima mãe.
Um dia, eu estava desabafando com a minha mãe sobre a falta de sono do meu filho. Minha mãe, além de ter quatro filhos também é enfermeira pediátrica. Ou seja, ela entende das coisas.
Foi quando no meio da conversa, minha mãe fez uma simples pergunta: “Por que você fica tão estressada quando o seu filho não dorme?”.
Ela me pegou de surpresa.
“Eu não sei, eu acho que me incomoda tanto porque eu sinto que falhei como mãe”, eu respondi.
“Por que?”, questionou minha mãe.
Eu franzi a testa, tentando procurar uma resposta na mina mente já bem afetada pela falta de sono. “Por que se ele não dorme….”. Eu não consegui terminar a frase. De repente eu percebi o quão ridículo isso era.
Eu finalmente percebi que bebês não pertencem a um laboratório!
Sabe, eu finalmente percebi que se meu filho não dormisse um dia, NÃO seria o fim do mundo. Tem dias em que ele não vai dormir durante o dia e nestes dias ele vai sobreviver e eu também vou sobreviver!
Eu achava que o sono do meu filho era uma ciência exata, e que por meio de muita análise eu conseguiria achar uma solução, e se eu não conseguia fazê-lo dormir era porque eu não estava tentando o suficiente.
Mas a verdade é que existem momentos em que não importa o que você faça, o bebê não vai dormir! E está tudo bem! Às vezes não existe uma explicação lógica sobre porque o bebê não está dormindo, assim como os adultos às vezes perdem o sono em uma determinada noite. E durante estes momentos, realmente não há muito que possa ser feito.
“Tá certo mãe, então o que eu faço agora?”
Agora minha mãe havia se tornado minha guru do sono do bebê, hehehe.
Então, minha mãe me deu o melhor conselho sobre sono do bebê que eu já havia recebido:
Tire seu bebê do berço, dê-lhe um abraço e leia um livro para ele. Brinque com ele. Cante para ele, Deixe-o escalar em cima de você. Às vezes seu bebê precisa mais de você do que ele precisa de sono”. 

Identificando o choro do bebê

Quando o bebê chora corremos para verificar se está tudo bem. Verificamos sempre os principais pontos: se ele está com a fralda limpa, se está com fome, se está com frio, se está bem fisicamente e se está confortável. Se verificado tudo isso e mesmo assim o bebê continua chorando devemos então pensar que pode ser algum sinal emocional, se ele pode estar com medo ou até mesmo inseguro. Esses detalhes são mais mais difíceis de serem identificados e diagnosticados, mas não deixam de ser importantes.


O choro ligado à problemas emocionais não possui uma fórmula única para cessar, pois cada bebê é um bebê e o mais importante é olhar para o bebê em questão (o seu bebê) e para a família, e analisar o que pode estar acontecendo. Analisado isso, deve-se então tomar alguma providência.
Ansiedade
A ansiedade não necessariamente significa um problema emocional. O bebê pode estar ansioso porque tem um arrotinho que não quer sair ou algo do gênero. “Mais uma vez bato na tecla de que é importante olhar para cada bebê e analisar o que está se passando naquela família e com aquele bebê. E talvez a ansiedade seja sim reflexo de alguma questão emocional, neste caso precisa ser cuidado”, afirma Patrícia Lomonaco.
Caso seja verificado que a ansiedade é reflexo de um problema emocional é importante tentar ajudar e apoiar o bebê. “Se nós ajudamos os bebês a resolver suas questões físicas, porque não vamos ajudá-los a entender/compreender/superar suas questões emocionais? Diante de inseguranças, medos, carências, eu sou a favor de dar colo e contenção sim”, conta Patrícia Lomonaco.
Carência
A carência do bebê pode ocorrer por uma série de motivos, físicos ou emocionais. “É necessário verificar qual é a carência do pequeno e ajuda-lo a suprir”, destaca Patrícia Lomonaco. Muitas vezes a carência emocional pode ser solucionada com bons colos da mamãe 
O corpo do bebê dá sinais
Nos primeiros meses de vida, o bebê se comunica por meio do corpo, por isso, é essencial ficar atenta aos sinais que ele dá. “Ele chora, faz caretas, mexe as perninhas e bracinhos, e tudo isso vai dando pistas do que está acontecendo quando há algo de errado. Por isso é muito importante observar sempre os sinais que eles dão, para conseguir fazer essa leitura ‘em códigos’ de maneira cada vez mais eficaz”, conta Patrícia Lomonaco.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Eles crescem ....

Aproveite o amor de pertinho...
Um dia, assim, do nada, ele vai parar de chamar pra dar o beijo e fechar a janela antes de dormir. Um dia assim... Do nada.
Ele vai trancar a porta do banheiro pra tomar banho, vai estudar sozinho pra prova, vai receber a ligação de um amigo.
Vai ligar o microondas e esquentar o próprio leite de manhã. Um dia, ele vai fazer um bolo pra você e a própria panqueca. E vai compreender, sem chorar ou reclamar, que não precisa de outra mochila pra começar o ano escolar. Ele vai parar de deixar todos os brinquedos espalhados pela casa... Porque não vai mais brincar tanto. Um dia, sem avisar, ele vai crescer. E você vai se orgulhar de quem ele é agora. Da semente que plantou. Vai olhar e ver que tudo que fez compensou, valeu a pena.
Mas até lá, aproveite o cansaço de ninar o seu bebê todos os dias, aproveite a falta de espaço na cama com seu filho no meio, aproveite enquanto cabe todo mundo na cama. A falta de tempo e energia pra namorar. Aproveite a desobediência, aproveite o barulho, o cheiro, o andar tropeçando em brinquedos.
Aproveite o trabalho, a preocupação, a tarefinha da escola, o bilhetinho de dia das mães.
Aproveite o amor de pertinho, enquanto eles são crianças...
Um dia você vai lembrar que ele não te chamou pra dar o beijo na hora de dormir, e vai lembrar que ele só gostava de dormir no colinho, ou na sua cama... Seu coração vai apertar e você vai chorar...
Eu chorei... Mesmo adorando tudo que ele é agora, amando tudo que ele faz e a relação que temos hoje. Mas ele não cabe mais no colo, só no coração mesmo...


-Paula Jacome

SE COMPORTE COMO UM VERDADEIRO COMPANHEIRO, NÃO COMO UM HÓSPEDE

Eu não ajudo a minha esposa...


"Um amigo veio a minha casa tomar café, sentamos e conversamos, falando sobre a vida. A um certo ponto da conversa, eu disse: “Vou lavar os pratos e volto num instante”.
Ele olhou para mim como se eu lhe tivesse dito que ia construir um foguete espacial. Então ele me disse, com admiração mas um pouco perplexo: “Ainda bem que você ajuda a sua mulher, eu não ajudo porque quando eu faço a minha mulher não elogia. Ainda na semana passada lavei o chão e nem um obrigada.”
Voltei a sentar-me com ele e lhe expliquei que eu não "ajudo" a minha mulher. Na verdade, a minha mulher não necessita de ajuda, ela tem necessidade de um companheiro. Eu sou um sócio em casa e por via dessa sociedade as tarefas são divididas, mas não se trata certamente de uma "ajuda" comas tarefas de casa.
Eu não ajudo a minha mulher a limpar a casa porque eu também vivo aqui e é necessário que eu também a limpe.
Eu não ajudo a minha mulher a cozinhar porque eu também quero comer e é necessário que eu também cozinhe.
Eu não ajudo a minha mulher a lavar os pratos depois da refeição porque eu também uso esses pratos.
Eu não ajudo a minha mulher com os filhos porque eles também são meus filhos e é minha função ser pai.
Eu não ajudo a minha mulher a lavar, estender ou dobrar as roupas, porque a roupa também é minha e dos meus filhos.
Eu não sou uma ajuda em casa, eu sou parte da casa. E no que diz respeito a elogiar, perguntei ao meu amigo quando é que foi a última vez que, depois da sua mulher acabar de limpar a casa, tratar da roupa, mudar os lençóis da cama, dar banho em seus filhos, cozinhar, organizar, etc., ele lhe tinha dito obrigado?
Mas um obrigado do tipo: Uau, querida!!! Você é fantástica!!!
Isso te parece absurdo? Está te parecendo estranho? Quando você, uma vez na vida, limpou o chão, você esperava no mínimo um prêmio de excelência com muita glória… Porquê? Nunca pensou nisso, amigo?
Talvez porque para você, a cultura machista tenha mostrado que tudo seja tarefa dela.
Talvez você se tenha sido ensinado que tudo isto deva ser feito sem que você tenha de mexer um dedo? Então elogia-a como você queria ser elogiado, da mesma forma, com a mesma intensidade. Dá uma mão, SE COMPORTE COMO UM VERDADEIRO COMPANHEIRO, NÃO COMO UM HÓSPEDE que só vem comer, dormir, tomar banho e satisfazer as necessidades sexuais… Sinta-se em casa. Na sua casa.
A mudança real da nossa sociedade começa em nossas casas, vamos ensinar aos nossos filhos e filhas o real sentido do companheirismo!"

Autor desconhecido

Carta de um recém-nascido para sua mãe - Texto emocionante


“Querida Mamãe,
Eu e você fomos um só por nove meses. Duas almas em uma só.
Sair deste abrigo umido, quentinho e seguro para um mundo cheio de ar, temperaturas instáveis e pessoas não me deixam seguro.
Preciso de você, Mamãe, bem pertinho. Do seu colo, do seu cheiro, das suas vibrações e da sua voz a cantarolar, como ouvia muito ainda na sua barriga. Um lembrete dos velhos tempos.
Para mim, eu ainda sou você, Mamãe. Eu sinto o que sente, Mamãe. Sinto sua alegria antes mesmo que sorria. Seu desespero antes mesmo de chorar. Sua angustia antes de gritar. Por que estou tão conectado a você, minha mãe, que não basta aparecer bem para mim. Eu sei o que se passa lá no fundo contigo. Afinal, quem mais ouviu seu coração bater lá de dentro?
Não se sinta insegura, Mamãe. Não exija tanto de si. Sou seu espelho. E fico bem quando estiver bem, mesmo que para você esteja sendo “menos eficiente”. Preciso tão pouca coisa e muito de você.
Me sinto inseguro ainda com muita gente querendo me tomar de ti, Mamãe. Eu ainda não entendi nossa separação de corpos. Aos poucos vou entendendo. Mas, por hora, prefiro ficar quietinho, no aconchego de seu colo.
Mamãe, peça por mim paciência a todos que me amam. 😇Já já entenderei melhor deste mundo e vou adorar outros colos e carinhos. Outros afagos e beijinhos.
Por hora, não choro só por fome, frio ou por que preciso ser trocado não, Mamãe. Não sei o que é ser manhoso também, como dizem as visitas. Choro por que ainda estamos conectados na alma, mas não habito mais seu corpo e ouvir seu coração bater me dá acalento.
Posso estar exigindo demais de você. Mas prometo, Mamãe. Essa fase passa!”

Texto por Marie Odetto

Emocionante não é mesmo? 💖